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Horário do Comércio

Seis dias de trabalho temporal bastam para que o homem ganhe sua subsistência sem enfraquecer suas forças; o sétimo dia consagrado ao repouso no culto de Deus basta-lhe para rejuvenescer a alma. Se alguém quiser romper o equilíbrio da atividade humana, engendrar a opressão dos fracos, a cobiça de todos e a miséria do maior número, a tarefa é simples: basta mexer a lei do trabalho, tal como promulgada pela obra da criação. Diminuir pela violência ou pela astúcia o trabalho espiritual, abandonar o homem à inspiração da cobiça ou à vontade de seus patrões significa preparar a degradação moral e física da humanidade" (Lacordaire).

Domingo é o dia do senhor (...) é o dia em que as famílias e as comunidades se encontram, para reforçarem os laços de comunhão e amizade. É o dia de cada ser humano se revigorar em suas forças físicas e espirituais. É dia de descanso, um direito que é expressão de justiça social, que possibilita a convivência com a família e com a comunidade. (...) O domingo é, enfim, o dia da vida, da festa, da alegria. Domingo não é um feriado, mas um dia santificado e, este é o sentido do terceiro mandamento: guardar e santificar o dia do senhor (Krieger e Schlickmann).

Com relação ao tema do horário livre, aqui estão listados apenas alguns efeitos negativos dessa regulamentação, como exemplo, os efeitos sofridos pelos pequenos varejistas, responsáveis por um número expressivo de empregos, especialmente aqueles localizados fora dos Shoppings centers, haja vista que, para estes a elevação nos custos operacionais necessários ao funcionamento do comércio aos domingos, não é compensada pelo aumento das vendas, logo, são engolidos pelas grandes redes varejistas.

Desse modo vê-se que os benefícios são absorvidos pelas grandes cadeias varejistas e pelas lojas localizadas em shoppings centers que atraem os consumidores dos pequemos comércios. Outro aspecto abordado e que não pode ser desconsiderado é o fato de que com o funcionamento do comércio aos domingos, o volume de vendas não apresenta crescimento expressivo, o que se observa é uma transferência, por parte dos consumidores, do dia de realização das compras. O volume é apenas distribuído em um período maior, sem significar maior venda, nem tampouco, maior remuneração para o empregado.

Por fim, deve ser ressaltado que o aumento no número de empregos, tão alardeado pelos defensores da abertura do comércio aos domingos, não se verifica, ao contrário o que se verifica é a total supremacia do poder econômico, pois, as pequenas empresas que já sobreviviam com dificuldades, não podem suportar a concorrência e sucumbem diante dos grandes grupos, fechando suas portas.

Embora o comércio aberto em horário irrestrito apresente alguns benefícios imediatos à população consumidora, é necessário fazer uma análise acerca do preço a ser pago, pois, o conforto de alguns é obtido através do sacrifício de outros, ou seja, enquanto os consumidores são beneficiados com esta ampla opção de horários para realizar suas compras, uma outra parcela, os trabalhadores que estão sujeitos a estes horários, sofrem prejuízo pela falta de opção no uso do seu tempo.

O descanso semanal do empregado em dia diferente do domingo é injusto com o trabalhador, na medida que não se trata apenas de descanso físico, ou seja, se no dia de sua folga os seus familiares e as outras pessoas de suas relações estiverem trabalhando ou estudando, ele não poderá encontrar-se com seu cônjuge, filhos, familiares e amigos e nem desfrutar do lazer em companhia destes e das visitas de parentes que geralmente acontecem nos domingos.

POR TUDO ISSO, O SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE PALHOÇA E REGIÃO É CONTRA O TRABALHO AOS DOMINGOS E FERIADOS!

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